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October 08 Caminhando pelas ruínas antigas (parte 2)- Segura aí hein... - seguro seu braço levando o meu para trás.
-Pode deixar eu não iria cair de um simples cavalo! – ele sorri feliz.
O animal imponente abre asas e solta gelo pelas patas ao começar a subir voando. Olho para Aioros ao alçar vôo.
- Simples cavalo?? - pisco
- Ele “era” simples agora não é mais... – disfarça olhando para a listra de gelo que sobe ao ar nos acompanhando - Então eu vou me segurar já que posso cair agora!
- Nunca ri tanto com uma pessoa cavalgando comigo!
Alguns minutos se passam no vôo e vemos a casa zodiacal e pergunto:
- Podemos entrar pela frente?? Num geraria brigas lá não ??
Com uma expressão muito feliz ele responde:
- Não...pode ir tranqüila.
Penso se "Shion pega isso eu to ferrada! " Faço o cavalo descer no hall da casa de sagitário.
- in home my friend... – toco a crina e o beijo na testa.
-Pode deixar ele ali – mostra um local com cocho e água.
- Ele tem coisas a fazer por aqui ... - Observo e cochicho nas orelhas do cavalo algo em élfico - estás dispensado meu amigo.. obrigada pela ajuda... - Abraço o cavalo.
Acenando com a mão Aioros me convida a entrar.
- Entre ela deve estar bem ali.
Entro como se a casa fosse velha conhecida ( e de fato é!!) e pela primeita vez ali, me senti bem. Sento em cima da caixa de pandora da armadura e balanço os pés. Logo sinto o olhar espantado de meu amigo em cima de mim:
- Não! ai não!
- É proibido é?? - Olho curiosa em volta de tudo procurando vestígios do que já havia conhecido antes e principalmente para um quadro na parede, onde anos depois estaria um recado que ele deixaria para seu irmão.
- Pode olhar aí a vontade só não mecha nessa caixa debaixo de você. Por favor.
- O que acontece se .......... - sorrio amarelo para ele com a corda da caixa que havia sido puxada naquele instante. – Ops...
- Por Athena! O que você fez! – olhos amedrontados para cima de mim e uma cara de assustada
- Na.. nada!! -escondo a corda puxada e faço cara de peste.
- Ai ai! e agora! – leva as mãos à cabeça.
Olho e penso rápido. Fecho os olhos, respiro fundo, conjuro a armadura e a faço entrar na caixa em segundos.
- Ta ruim?
Passando a tempestade que estava formada em sua face Airos começa a rir.
- Era brincadeira! Nada acontece se você num é uma amazona!! Você não achou que era serio o medo que eu estava sentindo neh!
Pego uma parte da armadura e jogo em sua cabeça
- Fiquei com medo de fazer arte.. como já fiz muitas.. já viu né! - Com vergonha
- Nunca tive um dia tão engraçado como este Nisa! Você me faz rir muito!
- Você nem viu o Shion me dando bronca e me dando um sabão nas horas de fazer arte.... ai você riria muito.
- Gostei muito de você menina, mas esta na minha hora de ajudar os mercadores do vilarejo com o pesado. A gente pode se ver outra hora?
- Sim! - abraço – Você é um doce de pessoa!!
Saio da casa de sagitário, monto em meu cavalo e saio cavalgando para outros locais que estava com vontade de ver, olho para o cavalo e falo: - Já sabe quem desejo encontrar! Vamos! August 06 Caminhando pelas ruínas antigas (parte 1)Caminhando pelos muros de ruínas antigas, há muito não visitadas me sinto cansada e sento em umas pedras a observar o céu. - Viajar no tempo as vezes cansa... Queria rever amigos aqui neste lugar... Meio calado senta uma pessoa ao meu lado -Talvez não seja tão bom andar em grupos eu não confio muito nos outros Olho para o homem ao meu lado, observo suas vestes. Já as tinha visto antes.... algumas avalanches de imagens invadiram minha mente. - Voltei em sua época... com vc vivo!! – abraço, Com o rosto meio serio e com um sorriso de canto boca diz: -Não entendi muito bem o que disse! Penso instantes ... talvez ele não se lembre pois aqui ainda não havia me conhecido.... Viagem no tempo enche o saco por isso.... respiro fundo e pergunto: - Você é quem amigo? – disfarço com a pergunta -Sou Aioros cavaleiro de sagitário. – sorri - Prazer e você ? - Nisa Benthon! Sorrio feliz com a recepção -Hum... – pensando - nunca ouvi falar de você por aqui ... - Talvez nem ouça - perco o sorriso e mecho em algumas pedras no chão com os pés. Observo seu rosto sujo de terra. - Estava em treino? -Sim eu treino crianças do vilarejo, parece que elas gostam de mim dizem que querer ser igual a min quando crescer -com um sorriso no rosto, Faço carinho em seus cabelos - É você é cobiçado... nem sabe o quanto! - olho para o lado do santuário meio sem jeito. Com um olhar de espanto ele pergunta - Eu não sabia disso! Suspiro te olhando. - Nem se preocupe amigo! Onde está sua armadura!! Acho ela linda!! - tapo a minha própria boca falando demais vendo você ficando meio vermelho. - Ela fica na minha casa ali em cima ! Esta disposta a ir la ver? Começo a rir ... - Sim! vamos? - Assovio para meu cavalo. Com um sorriso meio torto Aiolos fala: - Bem.... eu não tenho um cavalo posso ir com você ? - Com certeza.... ele agüenta! - beijo o pescoço do cavalo negro que estava montada- suba aí! - estendo a mão -Eu nao sou muito bom nisso! Me ajude a subir - com o rosto meio sem jeito e falando rapido - Cavaleiro q num sabe montar?? - teleporto ele para garupa - ta bom aí? Dando uma gargalhada -Era so brincadeira tava testando suas habilidades! Sorrio e abro galope. Fecho os olhos mentalizando o caminho que eu conhecia para as casas e guiando cavalo com a mente. June 13 ethernOlho curiosa, já sem receio de você e sem dores nas asas. - Pode ver agora? Essa é a duvida, a busca de cada ser neste universo... Você não é diferente Nisa !!! Em meio as imagens em minha cabeça lembro do dia em que deixei Irids. E entre lagrimas e soluços abafados fico te olhando. - E meus amigos daqui?? Se virar outra matéria jamais os verei!.E isso não é justo. - Não entende a mecânica do universo a sua volta? – me fita serio e com uma voz mudada que chega a me por medo - O que eu entendi q fui largada pelo universo sozinha. – exalto a voz - Esse passo é destino de cada ser no universo... A única diferença é que você esta alguns passos a frente deles! – sinto que algo muda dentro do meu companheiro de diálogo e ele respira - Não estou aki para força-la, mas a ajudar a entender e aceitar o inevitável. - Fique aqui para ver como somos! – toco seu ombro - Ficar ? – sinto hesitação e prazer na pergunta - Eu seria temido... Não seria aceito!!! Gargalho... eu fui aceita com toda a minha esquisitice, ainda adotada e criada. Será q ele num seria aceito?? Penso comigo. - Tente.... - a palavra engasgou na garganta - amigo.... - O coração humano ainda é um universo vedado a mim ... - Se abra a ele.... eu me apaixonei... você também pode sentir isso - Comovida - Pensarei em sua proposta... - Mas por hora devo retroceder alguns anos luz, minha presença é necessária em outro lugar... - Nos veremos em breve... Menina... !!! Em um piscar de olhos vejo o rápido bater de asas do beija flor... Shion olha curioso e diz... – Bora Nisa !!! Saio do transe em que estava e olho ambos me observando Sem jeito caminho escondendo as reações mentais de ambos. May 27 continuaçãoVejo pelos seus olhos a minha imagem. - Está linda – Sinto queimar o beijo no rosto que Shion me dera. Me levanto ainda tonta pela perda de sangue. -Deu pra arrumar alguma armadura com meu sangue aí?? – começo a rir Rindo saímos devagar daquele quarto e eu pensando no que fazer se recebesse a visita de Ethern novamente. Olho triste para Mu e Shion de costas na minha frente e sinto novamente a presença que devia esquecer existir. Por telepatia falo: - Fale calmamente o que deseja de mim.... - paro na rua em frente a um jardim. - O que sinto em você ?Medo ? – a presença dele fica mais forte e materializada Fecho os olhos e respiro fundo, arqueando o corpo com aquelas asas recém saídas de mim. - Eu não sei o que você sente em mim... só sei q o q sinto em você não é meu planeta... - ainda de olhos fechados ouço sua resposta. - Você deve aprender a livrar-se dos laços da sua origem... Ou terá o mesmo destino de seu planeta !!! – arqueia falando comigo - - Por isso estou aqui!!! Por isso procurei tanto por você !!! - Veio me dar broncas? – abro os olhos e fecho o rosto - Por que estou com pessoas que são descendentes de irids? – aponto para os homens a nossa frente. - Seu sangue e minha consciência são tudo o que restou de seu planeta... – toca meu ombro - Engulo seco as palavras, pensando no quanto sangrei para que as asas nascessem naquele dia. - O tenho que largar aqui na terra, ou o que você me pede para largar... - me viro e toco pela primeira vez sua pele morna quase fria. - É mais q mortalidade. É minha única casa. e família. - Vejo que esqueceu da grandeza de sua espécie... - O universo é sua casa e as estrelas sua família !!! - O universo me cuspiu aqui, me deixando sem ninguém para me explicar quem sou! Como sou e porque existo! - olho para os amigos lemurianos longe de mim nakele instante – e agora querem que eu simplesmente esqueça que eles me acolheram, me amaram , me fizeram parte de suas vidas!!? Sinto o clima virar e seu semblante recuar perante o meu. - Humanos são sujos... Imperfeitos... Incompletos... Não entendo sua vontade de igualar-se a eles!!! Observo imersa em pensamentos - Eles me ajudaram .. não são imperfeitos assim ... – olho para o céu - Seus sentimentos foram um dia diferentes... Fecho a cara e as mãos para levantar uma magia contra aquele ser. Hesito segundos antes. - Não compreenda nada que eu sinto. Apenas me deixe.. - saio andando e ouço uma voz calma ainda em minha nuca. - Por que levanta sua espada contra mim ??? – ele pensa por instantes coisas que não consigo desvendar - Talvez habitar um corpo físico poderia me ajudar a compreender !!! Olho para o céu nevoado e penso nas possibilidades. - Desejas isso?? - Meu propósito é o mesmo que o seu !!! - Sabes meu propósito? Meus amores aqui deste mundo? - paro com lágrimas nos olhos - como sabe? Você nem tem idéia de como é ser um deles! Ele segura minha cabeça com as duas palmas em minhas fontes e olha firme em meus olhos, sinto seus olhos frios e cinzas olharem dentro de minha mente...Vendo um desejo, uma busca por poder e compreensão que por algum motivo forço-me a esquecer. Seu olhar para em um beija flor alimentando-se a sua frente... Sorrio calmamente sentindo magia no ar. Ao observar com mais clareza percebo que o bater de asas do pequeno pássaro diminui lentamente o seu ritmo. Até que em a impressão de que tudo a sua volta... Ate mesmo as partículas de poeira suspensas no ar estão totalmente imóveis... Me surpreendo ao perceber Ethern pode ter feito aquilo. Olho procurando Shion e os outros e os vejo parados como estatuas de mármore. Com um calmo sorriso Ethern diz... - Isso é só uma demonstração do meu poder... Do poder que te aguarda !!! - aponta ao nosso redor e da uma volta em mim - Eu trouxe você a um universo alem do tempo, e os mais poderosos da terra nem notaram a minha presença !!! - Do poder que conheço pelos meus amigos cavaleiros daqui isso é normal ser feito. E por que você cutuca meu âmago assim??? - Deixe-me mostrar... Ethern toca a testa de Nisa... Que em um segundo sente a busca por entendimento a uma sede de poder e compreensão sobre a existência de cada ser que Ethern obteve contato em sua existência... May 23 Aacaba a festa começa historia- Pois bem.... a que devemos sua visita insistente nessa noite? – sinto ele apertar meu ombro com a mão e lágrimas me descem aos olhos, tamanha dor que sinto dentro de mim. – Nisa, você está passando mal? - Nisa – Ethern fala em tom ríspido – você desaparecerá se continuar ao lado deles, volte comigo. Levanto-me e aponto o indicador com raiva para Ethern: - Não tenho aonde ir, agora que encontrei parte de uma família que nunca tive antes.... não irei abandona-los. Saio caminhando por entre as mesas e toco nos ombros de Saga e Kamus. Em seguida eles me acompanham. Olho para trás e vejo Hyoga observando e Ethern desaparecendo em uma espécie de teleporte. Em instantes sinto os olhares de todos em cima de mim e o gemido de Kamus. - Você se esvai em sangue menina... E antes que Milo pudesse tocar seu dedo em mim para estancar o sangue desmaio entre todos, dessa vez para acordar dias depois.
(vozes ao fundo) “Essas asas eu nunca tinha visto” – voz de Afrodite “Ela realmente é um anjo, muito fez por aqui” - voz de Kamus “Nisa, acorde... menina, por favor...” - voz de Hyoga “seu sangue é dessa cor por quê?” – voz de Mascara da Morte “Muitas vidas para uma pessoa só, amigos....”- voz de Mu
Cores escorrem pelas paredes, arco-íris se desmancham pelo ar. E uma torrente de água me carrega consigo para outras dimensões de minha mente - Você vai esmaecer Nisa. Sua mente não absorve mais seus dons, seu corpo não mais sustenta a energia que você trabalha.. e os cosmos deles não fazem nada mais além de recarregar baterias que em você já estão sobrecarregadas. Em especial os lemurianos que ali estão. Você precisa voltar ao espaço eterno de sua forma original, não pode mais fingir ser humana. Sou Ethern, a memória viva de Irids. Fui programado para lhe resgatar após 3000 anos. E alerta-la de seu fim de estado material, para espiritual.
- E.. eu não QUERO!!!!!!!! – meu grito ensurdecedor ecoa no corredor de um hospital especial.
- Ela acordou... – sussurros percorrem o quarto de hospital em que eu estava. Olho ao meu lado e Mu, Shion e Kiki (já extremamente grande). - Por quê? – lágrimas correm pelo meu rosto. – vocês me viam em sonhos, por que não me ajudam? – culpo de certa forma os três. Vejo-os transparentes, mudos e me movo na cama sentindo dores horríveis nas costas e cabeça. Toco nas costas e sinto gomos de algo macio. Asas sem cor definida. Olho ao meu redor e uma fieira de cabelos longos escorre pela cama como água. Sinto um abraço forte.
- Pensei que fossemos perde-la menina.... – os olhos preocupados e inseguros de Hyoga me tocaram mais fundo da alma – sabe o que houve com você? Me observo na cama rodeada de homens esculturais... abro um sorriso e falo: - Encontrei um arem de homens lindos, malhados e que me amam! – rio, sentindo dores em todo o corpo. Uma leve gargalhada toma conta do ambiente. E aos poucos, como que por encanto, todos vão saindo, restando apenas Mu e Shion, em cada lado de minha cama. - O que disse foi certo... vimos quem entrou em contato com você – trocam olhares e Mu continua – ele se manifestou para nós. Explicou sua situação anormal e desconhecida para nós... Respiram fundo juntos, o que me deixa com um frio indescritível na barriga. - Podemos ajuda-la nessa metamorfose.... se nos permitir entrarmos em seus pensamentos mais profundos. – Shion toca minha testa, acalmando minha dor. - Que eu faço? – olho os dois desesperada com as lágrimas voltando aos olhos – você sabem que ele quer que eu volte ao estado espiritual dos Iridianos... e é uma coisa que eu sempre abominei! A forma de uma Deusa.... Sinto Mu tocar minha asa dolorida com cara de quem sente pena. - Você já mudou querida... dolorosamente e inconscientemente, mas mudou. May 11 Uma festa - parte 2Os cavaleiros de prata. Educadamente Misti pede para que estacionem seu carro em um lugar fácil, pois ele gostaria de se retirar rápido, por motivos pessoais. Nesse mesmo instante um conversível luxuoso passa quase voando pela entrada do evento e, literalmente, se joga em uma vaga logo a frente da recepção. Olhares curiosos pousam na figura. - Só podia ser.... –fala Asterion se direcionando ao amigo- Mascara da Morte!! Bela carroça hein amigo! – toca o capô. Vestido de um smoking branco de seda, sem camisa por baixo, meio aberto e sensualíssimo sai o cavaleiro rodando a chave nas mãos sorrindo. - Quer dar uma volta? O bichinho corre que é uma beleza... e de velocidade nós entendemos né cavaleiros? – sorri a todos que estavam na soleira e escadarias do local. Asterion fica calado diante do convite, sabia que o amigo estaria acompanhado até a metade da festa e não seria de companhia masculina, claro. Ele meneia a cabeça negativamente e entram todos juntos. A entrada dos prateados juntos ao mesmo tempo, com a companhia de um dourado, foi de chamar, mais um pouco de atenção. Principalmente dos meninos de bronze, que já tinham juntado umas 6 mesas e feito sua festa particular. Seya joga um bolinha de guardanapo na cabeça de Babel quando este passa ao seu lado, gerando risos em ambos os grupos, que se organizaram próximos.
Outro grupo falava em voz alta mais a frente de pé servindo-se de uma bebida exótica lilás que passava em uma bandeja. - Você é louco! Imagine a Nisa juntando todas as técnicas e usando em defesa de algo! Seria um estrago! – segue os gestos de alguns golpes e risos . - Não é Ni? – meus olhos pousam em Afrodite, no meio de alguns cavaleiros de ouro. Pisco um olho e faço ramos de flores amarrarem seus pés. Fico e observo a cena quando Aiolia da o primeiro passo para me abraçar, fazendo todos da roda irem ao chão. Começo a rir. - É! Vocês têm razão de quão engraçado seria – risos gerais ecoaram pela festa – Usaria o cristal wall para bloquear qualquer olhar curioso, algumas agulhas escarlates para cutucar a maioria e uma outra dimensão para teleportá-los para um lugar lindo.. com cheiro de morangos de frutas frescas. Que inimigo num ia gostar de me combater? - faço festa no cabelo deles. - Perfeito; quer ser minha aluna? – chega Mu com um copo de ponche e me entrega sorrindo. – pego o copo e bebo um pouco - não... obrigada pelo convite tentador – me coloco nas pontas dos pés e sussurro em seu ouvido – Se Shion descobre, ele morre de novo de ciúmes. Saio caminhando entre todos e me afasto sentando sozinha nas escadarias para o jardim externo. Alguns minutos bebericando o ponche que Mu me oferecera sinto uma presença ao meu lado com olhos fulminantes. - Por que você está aqui entre eles? Naquelas palavras já senti eu não podia dizer nada, pois as palavras engasgaram na garganta de medo. - Porque ela pertence ao nosso mundo – sinto o abraço de Hyoga em meus ombros, e respiro mais aliviada – E você, não nos fomos apresentados ainda... - Ethern ... – ele observa com frieza no olhar a mim e ao cavaleiro de Cisne. April 26 Uma festa - parte 1Sinto uma entidade de imenso poder se aproximar com imensa calma. Sinto sua dor, seus pensamentos, o que realmente veio fazer. E aos poucos minha mente se esvazia. - A procurei por milênios menina. – estende a mão direita em minha direção enquanto eu me esquivo sem jeito e com um certo receio. Olho para o ser prostado a minha frente. Um rapaz extremamente feminino no olhar e na forma de se portar... Andrógeno demais eu diria. Usava uma espécie de roupa leve, fina, com muitas camadas que davam um tom furta cor conforme o sol batia em seu corpo. Cabelos prata levemente curtos e esvoaçantes, olhos mutantes, que a cada respiração assumiam uma cor inesperada e ritmada com a seguinte. Meu sangue aos poucos gela nas veias. É como se cada linha de cor sangüínea que pertenceu às gerações e miscigenações de meu mundo fosse sumindo de mim. Arrancada, gota a gota. Uma vertigem inesperada me joga ao chão desmaiada.
... - Nisa... – uma leve mão me toca a face – Você está bem? – o olhar curioso e atencioso de Hyoga me desperta de um leve transe. Me levanto meio tonta ainda, olho ao redor. Árvores, plantas, um lago a minha frente. Eu estava encharcada. Seguro a mão de meu amigo com força. - O que houve? Tive um sonho... uma péssima impressão. Ele me pega em seus braços com uma cara de preocupação que me sensibilizou. - Você está banhada em sangue minha pequena. O que houve com você ? Olho para a camiseta curta q visto e para a calça jeans. De fato... estava lavada de cores e mais cores de meu sangue mestiço. - Não me lembro... – algumas imagens daquele ser me passaram na cabeça. - Vamos embora, pois você tem que ver o que houve e ainda se arrumar para a festa de amanhã.
Todos foram convidados, cavaleiros de bronze, de prata, de ouro, guerreiros deuses, marinas, anjos... todas as pessoas que possuíam um signo estelar em seu espírito de luta fora convidada. Só que nenhuma sabia disso exatamente. Ao entrar no salão todos se deparam com uma decoração extremamente luxuosa, organizada e confortável. Lamentavelmente ao chegar cada um dos convidados, eles se organizavam em grupos fechados. Olhando ao redor todos viam que Poseidon, Athena, Hilda, Arthemis, Apolo e Hades conversavam sobre organização, comidas, bebidas e afins. Era uma festa encomendada por eles após ressuscitarem seus cavaleiros. Finalmente tudo se resolve após as guerras travadas. Chegam os cavaleiros de bronze. - Que luxo!! – Seya fala boquiaberto olhando todos os detalhes até se encontrar com o olhar de Saori e ficar vermelho. Shun e Ikki riem da situação e se sentam em uma mesa afastada, seguidos de Hyoga e Shiryu. - Não estou compreendendo essa comemoração rapazes – Hyoga fala em tom brando, como de costume passeando o olhar a procura de algo. - Sinceramente acho que nem precisamos saber! – Ikki pega um copo de whisky e se serve duplamente com gelo. Enquanto isso na entrada, um grupo de algumas outras pessoas se reúne. Cada um com um broche de prata reluzente ostentado suas constelações protetoras. March 28 Eu e os Lemurianos![]() Ele me contou coisas que até mesmo eu, Nisa, não sabia dentre muitas histórias sobre o povo Lemuriano. - A historiado meu povo aqui na Terra não passa de uma lenda; não se sabe bem ao certo de onde surgiu. – continuava ele. - Há alguns milhares de anos, uma raça de espíritos evoluídos desceu a Terra. Foram exilados de seu planeta natal, por motivos diferenciados. Uns por opção, outros por simples controle populacional, e outros, por estarem em estágios evolucionários avançados eram desejosos de fazer mais por outras nações galácticas. O caso dos Lemurianos aqui na Terra. “Dizem que no distante cinturão de asteróides da constelação de Capela, existia um complexo sistema planetário formado por sete planetas orbitais e um central, de cristal; para cada um orbital existia um sub radiação do planeta central que causava fortíssima interferência magnífica de cor. Cada planeta, de maneira ímpar, era tingido por cores como vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Cada qual exibindo exuberâncias de elementos conhecidos aqui na Terra, como água, fogo, solo, energia, luz, plasma e ar. Em cada planeta existia uma cor predominante, e cada raça era unida por um elo espiritual ao planeta central, o oitavo, composto de elementos cristalinos; onde havia poucos habitantes (que foram miscigenados ao longo das eras por medidas de precaução e caso de algum tipo de instabilidade). Estes seres ao poucos, mais evoluídos, foram sendo mandados para longínquos planetas do universo. Entre todas as tribos corria em comum, nos ensinamentos dos anciãos, que o modo como viviam era conseqüência de um grande e generalizado rompimento e que estavam condenados pelos erros longínquos dos seus ancestrais, os quais, através da luta contra o domínio da grande noite, perderam a confiança do Pai da Luz que os tinham como aliados, e em seu planeta central. Estes povos dos sete planetas que giravam ao redor do eixo central guerrearam-se na busca da predominância de uma cor em particular, de um elemento em particular. Nessa grande disputa apaixonada desfizeram a harmonia da composição divina. Como conseqüência desastrosa da desarmonia vibratória, o Grande Oitavo Planeta Central fragmentou-se, regredindo em sete sub-sóis. Os seres provocadores desse retrocesso foram reunidos pela mesma simpatia e divididos em sete grandes grupos; foram viver em tribos separadas umas das outras, já cada qual com um sub-sol que irradiava a cor que eles escolheram. Em outras palavras, aos poucos morreram sozinhos, sem o controle espiritual do oitavo planeta. Alguns dos viajantes desse planeta miscigenado chegaram a Terra, antes mesmo que tudo isso dito acima ocorresse, e ali forjaram técnicas, armas, modos de vida e prosperaram... até sua quase extinção, por motivos poucos conhecidos mesmo espiritualmente falando. Esse povo que falo que viveu aqui na Terra, que desenvolveu armaduras e, ligações com seres mais divinos, são hoje conhecidos como os Lemurianos.” Quando sua narrativa chegou ao fim, eu estava completamente perplexa. E observava os cabelos de Mu ao vento... - Eu por ter habilidades metamorfas...... telepáticas e um controle inexplicável das armaduras, posso ser uma das habitantes do planeta central? - Sim, é o que me passou pela cabeça quando vi o que fez no santuário. Tocou meu rosto. Lágrimas começaram a correr de meus olhos. - Você... Shion.. Kiki.. são.... – parei com a voz embargada pela emoção. - Sim, parentes distantes..... com a diferença que você realmente saiu de Irids e o conheceu, eu e Kiki sejamos descendentes. - E ele...? – aponto para o cristal - Meu mestre de fato é de lá. Por isso possui um amuleto semelhante ao seu. A partir daí, me senti mais próxima que nunca de todos os cavaleiros. March 16 Depois de tudo no santuário...Em uma das muitas caminhadas minhas por pontos distantes do nosso planeta reencontro uma pessoa que há alguns anos não revia, desde minha última estadia em Athenas. Estava eu na Índia, em meio a uma feira de artesanato, quando sinto aos poucos uma energia que me era conhecida. Olho ao redor para identificar a pessoa. - Mu! – solto um suspiro de alívio, ao sentir que ele também em notara em meio à multidão transeunte. Corro em seu encalço e abraço fortemente o guardião de meu signo zodiacal, quase me enrolando em seus cabelos. - Motivos para esse encontro inesperado, menina Nisa? - ele toca em minha fronte com o indicador. - Sinceramente não sei amigo.... – sorrio irradiando luz. – Mas nada é por acaso não é? Ele consente minhas palavras. - Então iremos a minha casa, tomarmos um chá e conversarmos ... – hesitou por instantes e falou – mas antes, devo fazer uma visita a um ente querido em seu túmulo, distante daqui. Meneio a cabeça aceitando o convite e a viagem. Senti que ali começava outra jornada sobre minha vida. Nos teleportamos para um pico que eu mesma não identifiquei a localização. Olhei atenta para meu amigo que, naquele instante de chegada, se alterara consideravelmente. Uma luz emanava de dentro de uma espécie de templo. - Quem se encontra aqui, Mu? Ele apenas entra e estende a mão direita para que eu a segure. - Veja por si só.... – fecha os olhos em oração. Olho para o esquife. Um homem belo, de cabelos longos, loiros.... morto? Ali havia tanta energia fluídica que eu não imaginava que estivesse morto..... passo meus olhos para o que suas mãos unidas no peito seguravam. - É ... – balbucio quase em silencio – é como meu cristal de Irids! Olho para o semblante calmo, e avisto as manchas características do povo de onde Mu havia vindo. - de onde conhece esse cristal Nisa? – Mu aperta minha mão. Retiro o colar, e preso por um fio transparente havia um corte de cristal que furtava cores esplendorosas da mesma forma do que havia nas mãos do... - Seu nome é Shion.... fora meu mestre, e antigo cavaleiro de Áries. Solto-me de sua mão e me aproximo de seu leito. Toco levemente suas mãos e seu rosto. As feições não me são estranhas.... o quase sorriso no semblante.... um turbilhão de imagens toca minha mente, guerras, sangue, morte, vozes, cores.... tenho um acesso de desmaio, e sou amparada pelo cavaleiro ao meu lado. - Vocês são da mesma raça..... porque meu cristal é irmão ao dele? - Bombardeio meu amigo com perguntas segurando o dois fragmentos. - Pequena, venha.... temos muito o que conversar... sobre você e nossa raça.... – nos teleporta até uma entrada de uma torre. Eu, meio enjoada daquilo tudo, segurava tremula os dois pedaços de meu mundo há muito extinto.... sem explicação. - Irei contar algumas coisas que poucos sabem... – Senta-se a minha frente em tom cerimonial e toca meus joelhos. February 28 cap 17 - O presente(Pela segunda vez no salão principal, no qual Saga me aguarda) Sentei-me a frente de seu trono, próximo a sua perna, onde encostei meu rosto. Passaram-se alguns minutos em silêncio total. Então perguntei: - Eles são sempre assim??? - e apontei para as casas. Saga meneou a cabeça negativamente. -Nem sempre foram,antes eram todos alegres. Mas depois da morte (injusta) de aioros eles foram ficando assim um por um. Uma pontada furou meu coração naquele momento.. injustiça??? Até seu assassino não é um assassino... tudo aqui é injusto..... Encostei mais ainda o rosto e sua perna e chorei as dores de todos que havia acabado de conhecer. Sem que eu percebesse, meu anfitrião começou a se entristecer também. Um imenso cosmo invadiu aquele lugar naquele instante. Sussurrou mentalmente para que ela não ouvisse: - Eu não soube o que fazer quando ela recostou a cabeça na minha perna... não soube... Me levantei, sequei as lágrimas com as mãos e sorri para aquela cara estranha na minha frente. - Qual o problema com mulheres por aqui???Vi que todos ficaram meio empertigados comigo.... menos o Mu e o Ite!!! - Todos aqui ja tiveram péssimas experiências amorosas e têm receio de se apaixonar novamente. Então, a maioria não se aproxima muito das mulheres. Ele me observou bem no fundo da minha alma, e completou: - Mas, me diga uma coisa: por que essa curiosidade para com as 12 casas?
- Bem.... - coloquei a mão na boca e olhei para cima procurando uma resposta... - de inicio era curiosidade sobre o que a academia de letras falava desses tais cavaleiros... Para mim era mentira....- Mas os caras são de verdade.... -e.... acho que me envolvi sentimentalmente com as coisas aqui. Desculpe-me. - Não fique preocupada! Não estou perguntando por estar bravo e sim porque você parece ter muito interesse nos cavaleiros e no santuário. Senti que algo não iria me cair bem ali.... e a pergunta foi feita: - Que tal se tornar uma amazona? Soltei uma gargalhada como nunca tinha soltado na vida.... - Saga..... olha pra mim!! Sou atrapalhada, curiosa, sentimental e ainda por cima, odeio regras... - afinal furei a maior de todas quando entrei na casa de Áries - E acha que tenho cara de amazona??
-Bem você seria uma ótima amazona, tem os poderes dentro de si!! - senti que ele sorria - E não faz mal ser atrapalhada, afinal não é a única. Rimos juntos. - Sem essa, não quero treinos... Aliás, você tem uma faca por aí? Ele saca uma adaga dourada a qual eu pego com receio de ter que fazer aquilo que sempre faço, de novo..... Passo-a pelo punho esquerdo... Ele se levanta e dirigi-me as palavras mais loucas que já ouvi: - Isso é para ver se você esta apta a receber uma sagrada armadura? Como ele a analisa e vai tirando conclusões assim??? Apontei para o corte: - Olha a cor..... ( escorria pela minha mão e pela adaga 5 cores diferentes de sangue)- O que eu descobri sobre isso é que sou muito mais diferente que todos seus cavaleiros juntos. Aos poucos o corte se fechou. -Você esta sim apta a receber uma armadura qual o seu signo. Aquela pergunta me empertigou.... com um gesto de mãos, todas as armaduras douradas materializaram no salão principal. - Não sou amazona, Saga. Sou etérea demais para esse mundo de vocês. - Mas pelo seu cosmo ....... - parou e olhou bem nos meus olhos - e não venha me dizer que não esta apta porque eu sei que você esta! - Não é aptidão o meu caso.É a servidão que não me cabe. Muito menos combina comigo ficar como uma louca com uma armadura... Deixe pra outra pessoa. De agora em diante sou uma amiga em que vocês podem confiar. Pensei, estarei sempre perto. - Foi você que quis assim, mas sempre nós, cavaleiros, confiaremos em você. – estendeu o objeto - Guarde o punhal, se algum dia mudar de idéia verá que dele sai uma melodia. Olhei para o objeto em minhas mãos. Sorri... o punhal ao qual ele me apresentara.... eu tinha tatuado na perna. (e isso é verdade olha a foto ao lado!!!) - Com muita honra!!! - Pois bem sempre que precisar, toque-o. - Quero mudar de assunto... preciso de um banho.... - Cheguei bem perto dele, tirei a mascara e dei um beijo em sua testa. Meio encabulado e com uma ruga na testa perguntou: - Diga: você verá Athena? - Se ela cruzar meu caminho como todos esses homens abaixo o fizeram, eu a vejo.... caso contrário, não vou procurá-la. Subi as escadas para meus aposentos, onde tudo estava no lugar.... O melhor era deixar aquele lugar estranho o mais rápido possível February 16 cap 16 - Um JardimUm jardim... Parei alguns instantes para observar as flores que haviam ali. Seja quem fosse que as cultivava, o fazia muito bem e com muito amor. Pensei. Toda a escadaria estava repleta delas. Que fofo!! Não tinha parado para pensar que as casas zodiacais poderiam ficar mais belas quando enfeitadas com a natureza. Vi um canteiro com pequenos botões de papoulas... não hesitei em tocar a mão e fazer com que todas desabrochassem ao mesmo tempo. Uma visão digna de um Deus.... Foi quando estiquei mais o olhar e vi uma pessoa colhendo rosas. apurei as vistas... seira um Homem? Ou Mulher? Balancei a cabeça tirando a segunda hipótese da cabeça, já que ouvira que era proibido esse tipo de pessoa (como eu) por aqui. Me aproximei olhando fixamente para a pessoa a minha frente, mas esta parecia tão absorta em seus afazeres que apenas me notou quando encostei na mesma rosa em que estava podando. Sorri... (que pessoa diferente.......... exótico seria a palavra correta) - Lindo jardim!! – comentei ao encontrar o olhar dele - Obrigada ilustre visitante! – e me estendeu um imenso buquê de rosas. - Nossa.... o.. obrigada!!! – boquiaberta. Era um rapaz!! Não acreditei na androgenia daquela visão. Isso eu não esperava em um santuário tão machista!! Ele tomou minha mão e rapidamente subiu a escadaria que fazia a entrada da casa de Peixes. - O sol a essa hora da tarde é bem ardido... daqui a pouco está a noite. – observei a arrumação do lugar ao qual ele me guiou.....era tudo impecável - Mu enviou algumas mensagens telepáticas para todos. Por isso era esperada. Mas me diga, o que faz em um lugar como este? - Estava fazendo um estudo sobre vocês. Mas, sinceramente... agora já não sei mais. – e as imagens de Miro e Camus me passaram na cabeça. - As doze casas mudam todos que as atravessam. – olhou para as demais casas que eu havia peregrinado e completou - mas são tão poucos que passam aqui!! –em um tom de deboche que não tinha sentido em nenhum dos outros ali. -ah..... Sou Nisa, - estendi a mão para ele- mesmo que já saiba, fico meio encabulada em usar minhas habilidades para conhecer pessoas. - Afrodite, - fez uma reverência e beijou minha mão, o que me fez rir – com muito prazer em conhecê-la pequena princesa.
Princesa?? Há muito não ouvia isso.... Era um passado que nunca fora presente para mim!! - Não exagera Afrodite!!!! - Seja menos séria por favor.... - Dite? Posso chamá-lo assim? - Claro! Não me incomoda..... mas toma cuidado com os apelidos com os demais... eles odeiam piadas... Ri. - Pior que eu também..... – olhei para ele com curiosidade... - uma pessoa com senso de humor, muito vaidosa e jardineiro!! Como você pode ser um cavaleiro, sendo assim, tão.... "diferente"? - gesticulei para o jardim - Gosto de dizer que "acidentes" acontecem.... E na hora da luta sou outro Afrodite, acredite. Ele usava uma túnica azul clara que combinava com seus cabelos e olhos. Em um lapejo a pergunta me passa a mente "E amadura de peixes?? " - Acredito como deve ser... - suspiro - na verdade, não imagino vocês em luta. São pessoas tão iluminadas.... E parei para pensar em todos que eu havia conhecido ali. Todos com dores íntimas que apenas eu sentia, todos com o peso das responsabilidades de suas escolhas de vida. Todos com um fim trágico a se concretizar, cedo ou tarde. Nunca deixaria de me revoltar com essa idéia de defensores de sei lá quem..... Como uma deusa precisaria de pessoas para defende-la?? Fala sério.... Apesar de tudo continuei a falar com ele até que sem querer deixei escapar: - Dite ....pra que uma deusa precisa de cavaleiros para defendê-la?? Ele me respondeu com um sorriso no rosto: -Uma deusa pode ter todos os poderes do mundo, mas sempre precisara de amigos leais. - Mas vocês são somente cavaleiros protetores, ou... algo mais ? -Não, - desatou a rir - nós além de protetores somos amigos e uma prova de nossa amizade é defendê-la até a morte. - retomou a seriedade com essa frase. Abaixei a cabeça.... Lembrei da dor do amigo Aioria e da sabedoria de Shaka.... - Não - respondi - Não gostaria de ter amigos mortos sem poder fazer nada. Isso não me desce... Desculpe. Dei um beijo no rosto do cavaleiro a frente e subi as escadas floridas até o local de onde havia saído há um dia atrás...
(Participaçãpo do amigo Lucas Ramos!! Valeu LU!!! Ti amoooo meu lidinho!) February 11 cap 15 - Gelo que aqueceDeixei os dois dourados conversando. Sai em após ter terminado a arrumação das espadas, que eu havia derrubado, e recomecei a minha caminhada por aquelas escadarias. Um vento gelado transpassou meu corpo e algumas lembranças bem recentes afloraram na minha mente. Sentei-me há alguns degraus apenas da próxima casa zodiacal (a casa de Aquário) e comecei a olhar. Vagamente lembrei-me de uma viagem... O céu estava tão azul que chegava a tingir o vento, ou que simplesmente refletia sua beleza na água gélida dos lagos que ali se encontram isolados, congelados pelo tempo e acariciados pela brisa gelada. Calafrios percorriam meu corpo de forma cortante. Era como se tudo que eu conhecesse de presente, passado e futuro tivesse apagado da minha mente. E só restasse o branco daquela neve e p azul daquele céu. Foi devaneando pela neve que vi uma escultura no gelo. Aquela figura me perseguia, me obcecava, me chamava para perto para tocar. Cabelos, olhos, lábios, braços, mãos, pernas e pés. Aquilo me gelou e me aqueceu ao mesmo tempo. Uma mistura de opostos quase impossível de acontecer. Um homem fascinante se esculpira ali... Um homem de olhos muito profundos, semblante frio, calculista, sem um traço de sorriso sequer, mas de uma beleza de “congelar quarteirão”, estava na minha frente; entretanto, era uma estátua, uma figura perfeitamente esculpida no gelo glacial eterno e triste da Sibéria Ali conheci muitas pessoas. Tudo que me fazia lembrar gelo, frio e neve me faziam tremer dos pés à cabeça depois daquelas horas de conversa com uns moradores de um local abastado e de tundras na Rússia. Aldeões me contaram inúmeras histórias daquele homem de nome filosófico, ao qual nunca esqueci: Kamus. Enquanto eu ouvia aquelas lendas minha mente construía uma pessoa de um altruísmo inalcançável para um humano normal. O livro “O Estrangeiro” não me saía da mente. Criei um mito, uma lenda para um homem que ainda se encontrava vivo, e que eu sequer conhecia. Alguns contavam que era um cavaleiro de ouro, outros o comparavam com o Deus do frio, outros simplesmente o adoravam como mestre. De fato a pose de um cavaleiro dourado ele possuía, eu tinha que concordar. Como era de se esperar, seu rosto não me abandonou mais. O cavaleiro de Cristal, que se encontrava no local da escultura a qual eu visitava todos os dias em que permaneci lá, me acompanhou em grande parte da minha caminhada pelas tundras e me forneceu muitas informações sobre as pessoas que possuem o domínio do gelo como habilidade. E, ao sabor do chocolate e do mel que havia bebido na casa do cavaleiro de Cristal, eu me despedi daquela maravilhosa figura de gelo, daquele lugar frio (mas extremamente amigo) em busca de outras figurinhas para meu álbum de idéias sobre os cavaleiros. Acordei do meu devaneio nas escadarias do santuário quando senti o roçar de um tecido nas minhas costas. Virei calmamente o rosto: e ali estava! Analisei cada centímetro de cabelo e corpo. - Kamus. - Pronunciei mentalmente enquanto sorri embaraçada. Levantei-me e abri a boca para falar algo, mas ao encontrar seu olhar (que olhar!!! Aquela escultura de fato foi fiel ao molde! Faltou o azul do céu para compor a cor do olhos) nada consegui dizer. Fechei meus olhos e sorri apertando os lábios, enroscada nas palavras. Como nunca tivera feito na vida. -Talvez você goste disso – ele me falou estendendo a mão a qual segurava uma fina e delicada escultura cristalizada de um cisne. Comecei a rir por dentro. - Depois do que fiz na casa de seu vizinho você vai me presentear com esse bibelô delicado? – comentei pegando cuidadosamente a escultura e olhando para a casa que eu havia deixado há pouco Ele sorriu - Um não iria fazer amizade com uma humana qualquer.... disso tenho certeza. Subimos até a 11ª casa. Ele foi contando de seus pupilos, dentre eles citou Hyoga. (E com que carinho falava dele!!) Para um cavaleiro de gelo, Kamus tinha muito calor humano. A sensatez e a sensibilidade de suas palavras me comoviam a cada segundo que eu passava perto dele. “Bem, de gelo mesmo, apenas a estátua na Sibéria” sorri comigo mesma enquanto estávamos sentados na balaustrada externa da casa de aquário, e eu balançando os pés. - Soube de sua visita ao meu discípulo.- disse em um intervalo de nossas conversas - Cristal me falou do seu encanto por esculturas no gelo. – e olhou para a peça que estava em minhas mãos. Parei um tanto incrédula: - Gelo? Isso é gelo? – olhei apertando os olhos para a escultura em minhas mãos. - Sim. – sorriu se divertindo - Há algo em especial na água?? - Ele não derreterá até que você o deseje. Isso tem a ver com seu cosmo, ou aura, como queira chamar a energia que rege seu corpo. -Aura? Eu?? - É que sua aura brilha muito e pode mantê-lo. - Interessante... – Pensei: cavaleiro do Gelo. De fato merecia o título. – Confesso que fiquei boquiaberta com a qualidade da escultura, aliás, das esculturas. – me referindo a que eu havia visto anos atrás. - Isso ficou bem óbvio – e cruzou os braços olhando firmemente para mim. Era uma análise? Questionei-me. Além de ponderado, de uma retórica impecável, era um homem atraente. Talvez o mais maduro de todos que havia conhecido hoje. Nunca pensei em dialogar tanto com um cavaleiro como o fiz com Kamus. Era como se o conhecesse de muitas vidas anteriores. Naquele instante senti uma pequena alteração no ambiente. Um vento frio passou por mim e me dirigi para dentro da casa. Mau pressentimento?? Olhei para trás, e ele estava há poucos passos. Fechei meus olhos e uma vertigem absurda tomou conta de meu corpo. De súbito abri meus olhos e na parede a minha frente havia um esquife de gelo onde jazia uma pessoa que eu não conseguia ver o rosto. Ao ver aquela cena que não pertencia a aquele momento, uma dor imensa invadiu minha alma. Premonição? Aqui? Talvez essa sensação tenha durado um segundo, mas foi o suficiente para me trazer lágrimas aos olhos. Seja quem for que tenha feito, ou fará aquilo, sentia muito pesar e tristeza. Despertei de verdade do devaneio quando senti os olhos de meu anfitrião se fixarem em mim. - Sensibilidade sensorial? – toca meu ombro de leve oferecendo água. - Ah não... de novo não..... – murmurei olhando profundamente nos olhos de Kamus. Senti seu semblante ficar gravado com uma ruga de preocupação. - Jamais lute contra isso. – fez um gesto com os dedos em minha cabeça. Um sentimento fraterno aqueceu corpo naquele instante. Mas não apagou por completo a sensação ruim que eu havia sentido, nem a certeza de que algo muito tenebroso fosse acontecer ali. Fechei meus olhos e abri meus braços para abraçá-lo, quando ouvi o barulho inconfundível de metal caindo no chão. Abri os olhos com medo da cena, pois a ultima vez que ouvira aquilo n]ao foi um momento agradável... As partes da armadura estavam espalhadas ao redor de Kamus. - Você é boa nisso.... - Senti seu sorriso mesmo estando envolvida em seus braços e quase enterrada em seu peito. Sai da casa de aquário completamente leve comigo mesma e com o mundo, levando entre os dedos o delicado cisne.
February 06 casa de caricórnioCom o coração palpitante cheguei até a casa de capricórnio. Olhei pelo hall de entrada que era decorada com gostos medievais. Extremamente rústica. Nas paredes haviam centenas de espadas de diferentes modelos e tamanhos. Eu ainda não tinha entrado quando senti um vento, que veio acompanhado de um vulto. Senti o aroma de um perfume leve atrás de mim. De rabo de olho olhei para meus lados, imóvel. Seja ele quem for, não me agradou nesse ponto. Respirei fundo, fechei meus olhos e estiquei meu braço em posição de defesa, e interceptei algo que não identifiquei. - Que tipo de recepção é essa?? – falei alto - Sou eu quem pergunto que tipo de visita é essa. -Um homem extremamente alto e esbelto parou a centímetros de mim em alguns segundos após sua voz ecoar pelo lugar. Como ele estava muito perto, tive que levantar a cabeça para enxergar seu rosto. -Você.... – foz cara de duvida e olhei para trás, para a casa que eu havia acabado de sair. Senti algo ruim correndo das minhas veias, um calafrio, e a sensação de centenas de cortes pelo corpo me atordoaram, um leve torpor tomou conta de mim e quase desmaiei. -Hey... garota... Você está bem? – ele estava segurando meus ombros com ambas a mãos e me sacudindo levemente. - Impressão sensorial... só isso. – toquei aquele braço vestido com a armadura dourada e um choque repentino me acordou de um sonho de milésimos de segundo. – Você é o Shura...? – fiz cara de duvida - huh...- consentiu- e você é.....?
“Alguém que sabe do crime que você cometeu há dois anos!!” Quase soltei as palavras presas na língua há instantes... mas parei antes de tudo. Apenas empurrei-o para longe. Algo me fez olhar em seus olhos e vi que não era um rosto mau... nem rancoroso. Tomei fôlego, abaixei a cabeça e completei – Sou Nisa Benthon. Desculpe a invasão. - Haha.. - riu em tom animado e se jogou em umas almofadas que estavam espalhadas no chão - A protegida do mestre Saga? - Que papo é esse de “protegida”? – Me agachei próximo a ele com jeito de quem não sabe do que ele fala. - Fiquei sabendo que ele autorizara uma estrangeira a andar aqui no santuário. E pior!! Pelas 12 casas!! – me olhou de cabo a rabo - Você não parece muito com uma estudiosa, muito menos com aprendiz. Bem vinda. Pessoas como você são raras. Diria, impossíveis quase. Caramba!! Ele nem ligou ara o que eu falei. Olhei novamente para a casa vizinha, parecia que Aioros me olhava. Sacudi a cabeça. Não pode ser verdade. A pergunta entalou na garganta. - Você não parece ser a pessoa que vejo na morte de Aioros.... Mas é você, entende? – resmunguei Bem, essa pergunta foi o estopim para ele falar sobre o que aconteceu, sobre a tal traição, a tal criança e a tal punição. -Punição??? – me indignei - Matou um homem, um cavaleiro companheiro seu, sem estar usando sua armadura e chama isso de punição!! – gritei tão alto que ouvi minha voz irritante ecoar pelas outras casas. – Absurdo.... vocês podem ser poderosos, dominar toda essa besteira de técnicas, mas ainda não passam marionetes de alguém que manda e desmanda em suas ações. -Você não entende, não é daqui. – Sorriu e se levantou. Apontou para as armas nas paredes. – Gostou delas. Desviei a atenção, não tinha como convencê-lo. Desisti. - São lindas. Posso? – Fiz um gesto de pegar a espada dourada no centro do hall. Pois bem, nada como um bom acidente para melhorar meu ânimo. E assim se fez: Tropecei alguns centímetros do acervo e caí em frente às armas... foi uma barulheira só. O pior foi ver aqueles facões caindo em cima de mim, de todos os lados. Me teleportei para trás, mas uma das espadas estava caída do chão a um passo de mim. Senti que fui puxada por Shura, mas ainda caí em cima dela, cortando a lateral da perna. Olhei ao redor... O estrago estava feito. Tudo espalhado pelo chão, e o Cavaleiro me segurando nos braços olhando apreensivo para minha perna. - Cortou... – olhou para a poça q surgia a minha frente Afff.... esqueci de dizer que meu sangue é um tanto........... colorido. (seria a palavra certa) Em alguns instantes senti sua aura brilhar um pouco mais forte e ele passou a mão em cima do ferimento, sujando-a com sangue. Mas o ferimento não estava mais lá. - Não achei que humanos tivessem esses poderes.. eu mesma resol... Fui interrompida por uma pessoa que parou atrás de mim. Era Mu. - Peço permissão para adentrar Shura. - Que é isso, entra aí Carneiro!! – em completo tom de amizade Olhei pra trás, um tanto envergonhada daquilo. Acenei as mãos para ele ali do chão mesmo.- ahhhhh....- gemi com um pouco de dor – Oi Mu – detalhe para o sorriso amarelo. -Você deve ter arrancado a alma de todos os cavaleiros que te viram hoje, garota. – Mu parou ao meu lado e abaixou para olhar minha perna. – Pensei que haviam te recepcionado mal – e olhou para o colega sorrindo. - E dá para fazer isso? – retrucou o cavaleiro de Capricórnio me vendo levantar. - Ah, fala sério. – Bati a poeira do corpo e levantei - Tenho que arrumar isso...- Respirei fundo e olhei para eles - nem precisava se preocupar. Tenho minhas defesas. – falei para Mu. Movi as mãos mentalizando as espadas em ordem crescente de tamanho. E todas estalaram nas paredes novamente. - Muito bem... não nega o signo de Áries em que nasceu. – Mu comentou atrás de mim.
February 01 Cap 13 - Sagitario e a flecha da verdadeAs paredes de Sagitário me chamavam para entrar. Entrei balbuciandoe sentindo a presença dele: - Amigo Aioros.... As imagens de tudo aquilo que havia ocorrido me voltou à mente. A conversa com Aioria também me fez pensar no quanto todos aqueles homens eram vulneráveis a armadilhas humanas, sádicas e perversas. Lágrimas saltaram de meus olhos quando vi a armadura de sagitário ali, montada, apontado sua flecha para quem quer que seja o visitante. Fixei meus olhos na lança... ela nada pôde fazer para protege-lo naquele dia de caçada. O ruído de algo tilintando o som da flecha caindo ao chão.... junto com o baque de meus joelhos batendo no assoalho. Ajoelhada na frente daquela armadura levei as mãos ao rosto e chorei por muitos instantes, lágrimas doídas e cortadas pela senti dor que senti ao tocar naquela peça dourada a minha frente. - Lamento amigo. Mas ninguém aqui acreditaria em uma estrangeira com hábitos estranhos como eu. Posso ter certeza de tudo que você fez agora, mas ainda é em vão, porque não sei quem ordenou sua morte. Ainda penso em como você a aceitou tão dolorosamente. Fiz uma prece para os dois irmãos que estão separados pela carne e pelos sentimentos. Eles merecem. Ao virar de costas para a armadura, senti um vento e um zunido em meus ouvidos. Logo a frente estava uma flecha atirada (em mim?? Ou para mim?) Olhei em sua direção... aos fundos da visão estava a casa de Capricórnio. Voltei para dentro. Há algo que eu deveria saber? - Não.... Eu acho que continuar era melhor.- sussurro e saio. January 30 Cap 12 - Miro
Levantei de sobressalto, e olhei ao redor. Ainda estava na casa de libra? Tudo parecia ser tão diferente... Passei as mãos pelos olhos e falei baixo: - Meus anjos! Onde é que eu estou agora?? Uma voz penetrante feriu o ar silencioso: - Na casa de Escorpião. Olhei na direção do som, quem falava era um rapaz altivo, de voz um tanto controlada, que vestia uma túnica de um azul quem combinava com seus olhos. Parei fitando seu rosto..... procurei-o em minha mente....já o vira antes!!! Tenho certeza.... Coloquei a mão na boca meio aberta. - Foi você, um dos homens presentes naquela reunião a qual eu me intrometi.... foi você quem olhou para trás quando eu estava no salão! – respirei mais pausadamente - O mesmo que estava com um grupo em um bar nesses dias à noite... o mesmo que eu vi de relance quando estava nas pedras do santuário...Não foi? Senti os olhos do rapaz procurar todas as informações em sua cabeça. - Sim. Não sabia que você podia ser tão atrevida ao ponto de entrar nas 12 casas, e ainda pior, de encarar um cavaleiro de ouro. – Fez um gesto com as mãos, apontado para si - Sou Miro. Apoiei os braços nas laterais do sofá em que estava deitada. Aquilo era absurdo de se ouvir. O manto que me cobria se descolou e eu percebi que estava de lingerie. Olhei para baixo. O rubro subiu ao meu rosto. E gritei: - O que é isso?? – Fiquei de pé ao mesmo tempo em que me enrolava na capa que caira ao chão. Vi um sorriso irônico de canto de lábio de meu companheiro de conversa. - Você suava demais quando estava deitada na casa de libra.... O ancião pediu para que eu a trouxesse para cá. –naquele momento reparei que sua armadura estava montada no chão. Parei e observei ele se levantar de onde estava muito devagar, pegar algumas toalhas em um armário e levar consigo. Senti um aroma de ervas, perfumes e óleos junto com um vapor morno. - Um banho. – sussurrei. Aqueles olhos me perfuravam a alma, nada ali me fazia agir de forma convencional. - Nisa, - olhei para ele ao ouvir meu nome - seu banho esta pronto. – Olhou de rabo e olho para mim e apontou para a porta lateral do local onde estava. Tocou levemente meu braço, e me guiou para a casa de banhos. Parei com as costas no batente da porta, ainda incrédula com aquela cena. Olhei para sua mão que tocava meu braço. O que esse homem tem que me fascina tanto? A capa que me cobria caiu
- É, de fato preciso de um banho..... – sorri disfarçando o nervoso que sentia - Mas,-olhei ao redor e completei com ironia- posso ficar sozinha? Aquele sorriso de novo. Maldição!! - Sim, é claro. Não pretendia... Bati a porta em seu nariz. Aquilo me deixou furiosa. Ao entrar na banheira fechei os olhos, era como se meu corpo soltasse todo o estresse daquele dia. Quantas pessoas eu havia conhecido? Fechei os olhos e revi todos os rostos, as vozes... as experiências. Por que justo aquele homem ali fora estava me inquietando? Abracei minhas pernas e sorri. Um pensamento agradável passou pela minha mente. - Miro!!! – aumentei o volume da voz chamando-o -Sim? - Ouvi sua voz abafada pela porta do lado de fora - Vem aqui, por favor.
E ele veio com as toalhas em mãos e olhos fechados. Que gracinha... Ri comigo. Agora não precisa fechar os olhos...pensei. Enrolei-me nos tecidos macios que ele me trouxe e vesti o roupão. E ele abriu os olhos. Fomos para a sala onde ele se sentou ao meu lado. Ele começou a conversa: - Você é a única mulher que já visitou todas essas casas zodiacais, sabia? – tocou meu ombro levemente com o dedo indicador. Foi quando vi sua unha. Automaticamente levei as minhas mãos para as costas, onde existia um arranhão. Me voltei para ele de frente, quase colada em sua face. - Por quê? – Sorri com ironia- é proibido? - No santuário costumava ser proibido o transito de mulheres. – respondeu junto com um aceno positivo de cabeça - Existe uma ala separada para vocês. Recuei com raiva daquilo. - Vocês o que!!!! Eu não sou amazona!! - indignada - Então, como teve autorização para andar aqui? Parei e pensei para responder, encostei a cabeça no apoio e fiquei olhando o teto. - Bem, acho que não tive uma autorização de verdade... – soltei de uma vez sem respirar - mas isso não me impediu de ver o Um; que não me impediu de sair da casa dele e ver as outras. Acho que não sou algo tão maligno assim para ser proibida de andar solta. Senti as duas mãos dele tocando meu rosto. - Não diria a palavra “maligna” para você. – olhou-me de cabo a rabo- Diria “perigosa”. Soltei suas mãos com força. - Sai dessa Miro!! – fiz o gesto de que fosse levantar, mas as sensações que me passaram na cabeça me impediram, junto com uma vertigem. Sentei-me novamente e olhei em seus olhos - E o que diabos aconteceu? - Nada que não tenha visto em sua subconsciência. Atração talvez... - Não brinca com esse papo de atração física! Por que.... Senti sua boca encostar na minha e seus braços a me apertar, nessa hora eu já não me pertencia mais. Como pode ele ser sagrado? Pensei com minhas rendas enquanto o beijava furiosamente. ...............................
Sair dali foi o mais difícil. Ele me acompanhou até a entrada da casa de Sagitário. Foi me falando das técnicas do signo de escorpião, e eu fui odiando aquilo de tal forma que comecei a detestar esse papo de ser cavaleiro. Se desvencilhei-me de sua presença ( ou não?). Só o tempo pode me dizer isso. Acho que fui envenenada pela tal agulha da atração.
January 27 cap 11 - Casa do equilibrioApós alguns degraus eu desisti de subir e me teleportei até a porta da casa de libra. Lugar estranho. Parece que nunca fora realmente habitado por alguém... apesar do jardim ser impecável, o chão estar praticamente um espelho e a mobília estar limpa, não havia presença humana, um resquício que seja de miasma ou o tal cosmo que Shaka havia falado. Mas também não havia cargas energéticas que me impedissem de entrar. Praticamente em frente da entrada, para recepcionar quem quer que fosse entrar ali, estava a caixa da armadura de Libra. Bem, como a curiosidade matou o gato (consequentemente a Nisa também) fui toca-la. Pensei em retirá-la dali, e em segundos estava na minha frente, completamente montada. Era um tanto diferente das outras. Ali havia armas brancas. Pelo que eu tinha lido, não existiam armas no mundo desses cavaleiros. De qualquer forma era linda. Não tinha visto uma armadura que fosse que estivesse danificada ou mesmo sem brilho. Acho que a única coisa que oscavaleiros faziam eram limpa-las, quando nada tinham pra fazer.... - Pensamento maldoso esse.....- Ri baixinho. Poxa, haviam me dito que o cavaleiro daquela casa não vinha ao santuário porque era idoso. olho pra cima e coloco a mão no queixo pensando... - Espera aí..... que conheci um idoso cavaleiro! Seria o mestre ancião? Ah... estava explicado a quantidade de explicações que ele havia me dado quando visitei a China e o conheci. Na verdade, foi ele quem mais me atiçou a idéia de vir até aqui para conhecer esse povo louco. Fechei os olhos e vi uma projeção de sua figura, sentada em uma rocha próximo àquela cachoeira maravilhosa. - Você hein..... – falei sorrindo. Aos poucos eu estava a vontade para usar minha habilidades com eles. - Hehe -seu riso me era inconfundível - Você, menina Nisa, achava que eu fosse revelar tudo assim, sem te aguçar a curiosidade? Acho que tenho muitas respostas para suas perguntas, mas fica melhor se você mesma as achar. - De qualquer forma está sendo um prazer andar por aqui. Vejo que não sou tão diferente assim como pensava. -eu sinceramente me achei ali.
- Mas ainda é... não sentiu como alguns cavaleiros reagiram quando sentiram sua psique? - Na verdade só um não reagiu bem. Outro se espantou e os demais me sondaram o bastante para me confiar às palavras que disseram. - Boa sorte menina. - Obrigada. Fiz um gesto de agradecimento unindo as mãos e a imagem se desfez. Passei alguns instantes ali. E olhei para uma mesa divina, posta com um peixe assado e saladas... bem, não se faz desfeita quando se é chamada para comer. Naquele instante vi uma pessoa, outro criado como tinha visto na casa de Gêmeos. Provavelmente quem mantinha aquilo tudo em ordem. - Olá!! – Cumprimentei - Boa tarde. O almoço é para a... - Não me chame de senhora... que disso eu não tenho nada!! – cortei sua frase ao meio e segurei a garrafa que estava em suas mãos. – Obrigada, mas não bebo... prefiro água. - Tudo bem – O menino sorriu e buscou uma outra jarra de cristal com água. Serviu-me e saiu de forma que eu não notei. Hospitalidade estranha. Onde já se viu receber uma pessoa em casa sem ao menos estar em nela. Após comer, me sentei em um sofá que havia ali. Nada podia acontecer né? Cai no sono January 26 Cap 10 - Homem santo?
Durante todo o caminho para a casa de virgem eu senti que era acompanhada. Em nenhum momento a presença era hostil, mas aquilo me incomodava um pouco. Ser observada dava uma sensação de não estar sozinha, mas ali não havia ninguém. E na recepção da casa nada havia, senão uma pétala de flor. O lugar era impecavelmente limpo e cheirava incenso e flores. Olhei calmamente ao meu redor, dando uma volta nos calcanhares. O que era aquilo? Havia um homem meditando ali. Parei em frente a ele e o observei por incontáveis minutos; sequer se movia para respirar.. era quase letargia. Existe meditação humana a esse ponto? Se bem que estamos falando de sobre-humanos aqui. Nada pode ser normal. Estiquei o braço pata tocar a flor que estava abaixo dele. Poxa! Ele levitava.... o nome Shaka me veio a mente. -Esse é seu nome? Shaka? – perguntei a ele o mais baixo que pude. Me ajoelhei abaixo do local de meditação e fiz uma oração, sei lá para quê, mas que durou muito tempo. Quando voltei a mim, haviam duas mãos nos meus ombros e o cavaleiro na minha frente ajoelhado de olhos fechados. - Para uma ocidental, você se concentra bem rápido menina. – se levantou e sorriu. Em instantes me recompus. Bati a poeira e me levantei. Ops... quase. As pernas haviam dormido e bambeei pra trás. Ele estendeu os braços, me pegou no colo e me colocou em um sofá confortável que havia ali. Olhei para seu rosto. Era quase santo. Meu Deus, como pode? - Gostei de você.... é calmo... e essa aura... - Como pode ser um cavaleiro com essa aura ao teu redor? Fiz um gesto e toquei seus cabelos longos e loiros. E uma onda de calma invadiu o mais fundo da minha alma. Fechei meus olhos. Era como se tudo mudasse, não estivéssemos mais ali naquela construção de pedra. O lugar mudou para um campo de centeio, com uma brisa leve e doce. Abri os olhos e ali estávamos novamente, na casa de virgem. - Acho bem difícil não gostar de você também. É bem sensível às mudanças que nenhum outro humano sente. Sou Shaka sim, prazer em conhecê-la. Fiquei muito tempo com certo ar de incredulidade olhando para ele. Os olhos nunca abriam. Era cego? Ele podia perceber na força daquela mulher as dúvidas que pairavam no ar, assim como as flores da primavera em uma brisa matutina. - De onde vinha menina? O que faz aqui? -Não se preocupe, agora está tudo bem. Já estive em muitos lugares para me assustar com isso aqui. -Hun... VC tem facilidade para meditar.. parece que deixa sua mente ser levada pelo vento, assim como a poeira da floresta... - Digamos, que não sou daqui, por isso a diferença dos outros. Parei para observar mais um pouco do ar daquele lugar... Como pode ser uma pessoa daquele jeito e ser um guerreiro? Ele, sem dúvida, era o mais diferente de todos os cavaleiros que eu havia visto. Até mesmo comparado a Mu, era diferente. Queria que ele me explicasse isso. Levei a minha mão ao seu rosto e passei os dedos por entre seus olhos.. - Você pode ver de olhos fechados, Shaka? Pode ver que a verdade que há em mim é fora de tudo que você acredita? Vim de um lugar muito distante da terra, você o vê quando entra na minha mente, eu sinto.
Foi destruído por motivos diversos, muito parecidos com esses que geraram o nascimento das armaduras de vocês. Nunca passei por treinamento algum, tudo que tenho é nato e bruto. -Nós, cavaleiros de ouro, treinamos muito, por muito tempo. Passamos por provações entre o corpo e a alma, até conseguimos chegar à plenitude. Embora todos nós possamos alcançá-la, raríssimos somos aqueles que conseguem compreende-la. Por um instante, ele percebeu que nos olhos dela, a compreensão não era completa. E continuou: -Nós, os cavaleiros de ouro, alcançamos um estado de controle completo da mente. Assim, somos capazes de harmonizar o nosso corpo e alma, e isso se chama o sétimo sentido. Quando se alcança isso, não é mais necessário ver, ouvir, sentir, falar, sentir o gosto ou mesmo intuir. Eu posso ver seu rosto, e sua expressão de paz, buscando o seu destino e seu lugar. - Me dói quando penso nisso. Tanta dor para sofrer em um fim que não é o seus?? – segurei a mão dele enquanto as lágrimas me corriam face abaixo - Já tive essa experiência na pele. Agradeço aos céus por não ser da Terra e ser igual a vocês, ou pelo menos a não ter o mesmo destino traçado que vocês têm... Pensei, que mesmo iluminado aquele extremo, ainda poderia ser um humano, pois sua pele era fina como a de qualquer pessoa. Tanta responsabilidade e.... ainda sim, humanos... Completei a fala, um tanto mais contentada: - Você toca fundo na alma quando fala. Vou te adotar como conselheiro..... – ri em meio a algumas lágrimas.
Aquelas lágrimas tocaram o chão assim como em seu coração. Algo dentro dele fez com que se sentisse ansioso. Ele já havia treinado tantos cavaleiros de prata, seres poderosos.. mas aquela pequena... era diferente...
Sentiu-se como se ficasse eufórico, e ao mesmo tempo calmo e excitado pela sensação de ser reconhecido por aquela mulher que era anos luz inferior a ele, mas não era o que demonstrava. Ele simplesmente havia alcançado o inalcançável, talvez sem estar preparado. Então, aquele homem quase santo parou e pensou sobre aqueles sentimentos. Sentiu que já sabia a resposta, mas mesmo assim queria saber. Não teve vontade de ler a mente dela, mesmo podendo. Queria ouvir sua voz doce e reconfortante, que acalmava seu coração. “Mulher... Como fez para atravessar as outras casas?” Sua Presença reconfortante excluiu de minha mente tal pergunta, mas suas lágrimas a despertaram.
- Shaka, estou procurando respostas que não cabem em mim ainda. Tenho que ir. E... só mais uma coisa: Sua armadura é linda. Acho que não conseguiria fazer aqui o que fiz na casa de câncer. Deu um beijo nas duas faces dele e saiu rápido, secando as lágrimas.
Colaboração do amigo Shaka Espectro de Hades, valeu amigo!!!! January 24 Cap 09 - Quinta casa, quinta dorA todo o momento tinha a sensação de ver rostos, reflexos de armaduras, golpes, dor, perda. Será que estava ficando louca? Ou tinha atado laços com aquele lugar, aos quais eu jamais conseguiria me desfazer? Aqueles rostos nem sempre me eram estranhos. Eram semblantes já vistos antes por mim. Ao me aproximar da quinta casa, senti uma sensação de revolta que pairava no ar, como se algo de um passado não muito distante tivesse assombrando o lugar. Por alguns instantes tive a impressão de ter visto o rosto entristecido de meu amigo Aioros. Impressão? Olhei para os lados e para o último degrau que tinha para subir. Ao dar o ultimo passo, senti o peso de um braço me segurando... – Leão? - balbuciei, e ao olhar para seu rosto, quase coberto pelos cabelos revoltos com o vento, veio a surpresa... e sussurro - Deus!! Como é parecido com Aioros... - Aioria, da casa de Leão. E você, Nisa suponho? – soltou meus ombros, tirou o cabelos dos olhos, arrumou a capa e sorriu. Deixei que as palavras escapassem: -Nossa! Você é muito parecido com um cavaleiro que conheci aqui há alguns anos... - penso: poderiam ser parentes? Naquele momento localizei de onde vinha a sensação de revolta e dor. Era Dele. Daquele homem se aura justa e.. triste???? Por quê? - Tinha um irmão, Aioros. Que morreu há um tempo. O conheceu? - Faz cara de curioso Fiz um gesto com a cabeça, apenas por reflexo.... Aquelas imagens de antes! A dor, o sangue, os cortes.. Tudo foi com ele??? lágrimas correm pelo meu rosto. E aquele rapaz calmo me levou para umas almofadas que estavam dentro da casa, me serviu uma bebida (que eu não soube identificar, por causa do choro) e em um tom muito sério passou para palavras toda a seqüência de imagens que eu tinha em mente, agora reavivada por uma dor que não me pertencia mais. - Foi assassinado!!! – a essa altura as lágrimas me corriam pelo rosto compulsivamente. – Vocês, cavaleiros de ouro, supunham que fizeram justiça? De que forma? - Ele não se defendeu, tinha culpa, mesmo sendo um servidor do santuário. - Que armadura ele possuía? – sequei as lágrimas com as costas das mãos. - Sagitário. Naquele momento deu uma imensa vontade de me transportar para a casa de sagitário. Passei as mãos nas minhas pernas e senti a carta. Saquei a folha de papel do bolso e entreguei ao irmão, que identificou a letra. A carta era de fato de sagitário. Como? - Você imagina o porquê dele ter me escrito isso? Poderia ter ajudado? De novo, senti uma imensidão de energias pairando sobre mim. Era como se eu soubesse da existência de todos eles há muitos anos. Conseguia identificar cada um dos cosmos que emanavam e de onde vinham. Um dos mais intrigantes vinha da casa seguinte. Olhei para cima e localizei meu caminho. queria mudar de assunto... e aquele era o momento. - O cavaleiro daquela casa é o Shaka. Conhece a história? - Conheço o que acabei de sentir em você.... Como pode uma pessoa estar perto de Deus?? É uma piada... ta certo que ele passa uma tranqüilidade imensa. Mas essa comparação é demais. Você possui a mesma intensidade de energia, só que canalizada em outras direções, dentre essas, está a direção de uma raiva por seu irmão, o que eu não compreendo. Acariciei os cachos revoltos de seu cabelo. Senti seus olhos fechando, e tentei com a maior sutileza passar para ele as sensações que tive com o irmão mais velho. Quando olhei para ele de novo, vi uma lágrima correr livremente pelo rosto e morrer em seus lábios. Nada podíamos fazer, e o vi se ajoelhar diante de mim, dei um abraço apertado nele e beijei seu rosto secando a lágrima que corria. - Se cuida Aioria, seu coração é grande demais para as pessoas semearem idéias más. Dei alguns passos, e ao olhar para trás vi o tamanho de seu cosmo ao mesmo tempo que senti o tamanho de sua dor. January 21 Cap 8 - Máscara da MorteQuando estava para sair da casa de gêmeos senti uma energia muito destoante com a do local. Dessa vez as escadas estavam fora do meu roteiro. Transportei-me direto para a entrada da casa e câncer. Ali estava um homem parado de costas para a porta, e conseqüentemente, de costas para mim. - Abusado!!! – falei baixo, mas com intenção de que me ouvisse. - Você deve ser a atrevida que muitos estão falando que está passeando por entre as doze casas. – Virou-se para mim e cruzou os braços. - Sim, algum problema em me deixar passar ou me contar um pouco de você? – falei isso e me sentei na soleira da porta, de costas para ele. Levei as mãos à cabeça e mexi em uma mecha de cabelo. Que impressão horrível tive daquele homem! Mas olhando bem, lembrei que era ele quem falava alto no bar da outra vez. Já tinha tido essa má impressão antes. Agora, para mudar seria quase impossível. Ficamos alguns instantes calados e eu comecei a observá-lo. Uma aura horrível pairava sobre ele. Será que é amargo assim porque aconteceu alguma coisa muito ruim em sua vida? Alguém que tenha perdido.... ou até mesmo um amor não correspondido? - Eu sei que você pode entender o que eu penso. Responde logo!!!! – virei os olhos para ele, sem virar o rosto. - Não tem nada pra você entender! - Ah, vai gritar agora??? Não sabia que vocês eram treinados durante tantos anos para serem sem educação!!! – levantei e coloquei o dedo na testa dele. – Se está se sentindo muito homemsó porque está vestido de siri (oops!!), se prepara, porque agora (e aquele barulhinho de metal caindo no chão vem a tona) ... você ta sem o “siri” pra te proteger!!!!!! A cara dele era indescritível. Um misto de raiva e incredulidade davam um quase tique nervoso em sua testa. Passei bem ao lado dele, esbarrando no braço. Quem ele pensa que é para ser tão ruim assim? Vi um clarão e em seguida um som aguda passou pelas minhas orelhas. Senti um gosto estranho na boca.... ferro? Sangue.... - Você é muito atrevida!! – apontou o indicador para mim - Fez isso com o indicador? – senti uma mecha de cabelo soltar da minha testa – Ahhh!!! Cortou meu cabelo!!!!!!!!! E me machucou!! Nem ao menos tenho como fazer algo com você e aconteceu isso??? Tem certeza de sua justiça? Virei minhas mãos abertas contra ele e pensei em algo que pudesse fazê-lo ficar no chão. Outro clarão e dessa vez ele estava no chão, não digo “estatelado” mas.... de calças quase nas mãos. Hug... sem vergonha é você que não sabe vestir roupas direito embaixo dessa casquinha de siri que você usa! Vê se pode.... Fui embora dali xingando. Como pode? O cara é uma criança com coroa de ouro.... E minha boca está doendo! Que lucro! Me transportei até metade do caminho de escadas. Parei em certa parte para observar o lugar. Senti novamente uma troca de imagens boas e ruins entrar em meu ser. January 20 Cap 07 - Dualidade de GêmeosDe donde vinha aquela força de luta. Aquela vontade de morrer por um ideal, uma vontade de matar por esse mesmo ideal? Já era parte da tarde quando cheguei à terceira casa. Ali haviam duas entradas. Legal... não queria virar duas par ver aquilo. Bati os pés na entrada, esperando ser recebida. Nada. Algo estranho me puxava para um determinado lado. Dúbio... gêmeos é um signo que engana em suas peripécias. Duas forças... Aquilo me fez lembrar que estava com um pouco de fome, e que teria que voltar àquelas escadarias enormes para retornar ao lugar que me foi servido de pousada. Ouvi alguns passos ali dentro, e um homem de roupagem bem simples veio me receber, talvez um vassalo. - Senhorita Nisa? – perguntou em tom bem baixo, quase sem me olhar. – Estamos aguardando a senhora. Acompanhe-me por gentileza. Ao entrar em uma das portas me deparei com uma sala ampla e com uma mesa composta de frutas e pães e dois homens para servir. - Tem certeza de que isso é para mim?? – Perguntei olhando tudo ao redor. - O mestre pediu para que nós a servíssemos e que, talvez, estivesse cansada. Sentei-me à mesa e pedi para que eles me acompanhassem. Relutaram, mas sentaram meio que sem jeito ou hábito de acompanhar alguém em uma mesa tão farta, talvez. Comeram rapidamente e saíram bem depressa, quase sem pronunciar uma palavra. Nossa... não devem ser tratados com cordialidade por aqui. Depois de comer comecei a andar pelo lugar. É estranho andar sem ser acompanhada ali onde tudo parece ter olhos. Reparei que existia uma luz fraca que vinha de um dos cômodos, não resisti à curiosidade e entrei. Ali estava. A armadura de gêmeos, como uma escultura envolta em uma luz própria. Algo me impedia de chegar muito perto, uma sensação de dor e pesar invadiu minha mente. O que seria? Onde estaria seu dono? Ai, que coisa estranha! Uma onda de tristeza me invadiu novamente, me levando a um choro compulsivo. Seria de quem aquela luta constante de dor e tristeza? De paz e guerra? Uma sensação que parecia vir de outra dimensão, talvez. Uma imagem me veio a mente: Saga!! Era ele... era aquela energia dele que estava impressa ali! Me aproximei mais da escultura dourada a minha frente e assim pude tocar. E tudo que me lembro foi do chão se aproximar do meu rosto. .....................
Senti um braço me envolver e uma leveza tomar conta do meu corpo. Lugar confortável, quente e uma respiração bem próxima. Uma mão me toca no rosto com carinho. Eu a seguro. Abri os olhos. - O que foi..... Saga? – perguntei – Onde estou? - Na casa de Gêmeos ainda. Olhe. - E você? Não tinha que estar lá no salão principal? O que você faz aqui, é a pergunta certa. E naquele instante apareceu um vassalo com uma bandeja com leite e um comprimido. - Sente-se bem? – Saga questiona - Sim. Porque não me lembro de nada depois de tocar.. naquilo? - Vi que melhorou rápido! – riu e tirou a máscara – Vamos responder a uma pergunta de cada vez.... Bem, não estou no salão principal porque você desmaiou ontem e eu senti o motivo. O desmaio foi provocado por um deslocamento temporal ao qual você sofreu; só que você não se moveu mais que alguns metros e algumas horas no tempo/espaço. Conhece a teoria? – balancei afirmativamente a cabeça - Ah sim, que bom! Isso causaria a morte, mas em você resultou em um desmaio. O que mostra que você está familiarizada com isso. Tomei o leite. Ele sentou ao meu lado na cama. Nunca tinha visto seu rosto muito de perto, olhado em seus olhos. Por outro lado me lembrei da voz que ouvi no dia anterior e fiquei receosa. - E você é...? – apontei para a armadura. Ele fez menção de se levantar. Segurei sua mão com força. Responde!!! - Não se sabe. – e sorriu. - Então eram vocês dois ontem na parte da manhã? Recebi um carinho no rosto assim que ele se levantou. - A casa de banhos está pronta para seu banho. Aproveite bem. Lhe vejo depois que visitar todas as casas. Me levantei e dei um abraço apertado naquele homem. Também percebi que ele não era acostumado a ser abraçado, porque não sabia o que fazer com as mãos. - Obrigada. – agradeci olhando em seus olhos. |
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